O aumento na dependência de tecnologia
O crescimento exponencial aparente em tecnologia portátil tem levantado questões referentes ao medo de se ficar viciado e submerso nas novas tecnologias e o uso do mesmo. Uma enorme consequência de este fenómeno é a linha entre trabalho e lazer torna-se muito mais desfocado, sendo que o e-mail e telemóvel fornecem uma ligação de 24 horas entre empresa e funcionário.
Peritos acreditam que até o próprio processo de tomar decisões da pessoa em comum pode ser afectada de forma adversa. Todavia, outros pensam que o bombardeamento de vários tipos de comunicação podem engrandecer a aptidão do cérebro no processamento de informação.
Sintomas de Dependência
Nada Kakabadse, um Professor da Northampton Business School acredita que “O seu discernimento é debilitado. O processo de tomar decisões é igualmente reduzido. É de certa forma equivalente à perda da capacidade global de julgar, sendo que em vez de entrar pela porta vai contra a mesma. Acaba por ter uma maior probabilidade de ter um acidente quando conduz.”
Prof Kakabadse adiciona: "É um vício de tecnologia portátil que leva consigo praticamente para a cama, cinema, teatro ou até um jantar fora. Os sintomas revelam-se tal como qualquer outro vicio onde as pessoas acabam por passar mais tempo com tecnologia do que com a família ou a socializar."
O crescimento na importância desta questão foi destacada num agrupamento em Geneva, Switzerland, para a LIFT 07 Technology Conference. Uma das conclusões alcançadas pelos especialistas foi que o “sobrecarregamento tecnológico” é o preço que se acaba por pagar, onde a linha entre trabalho e lazer tornou-se desfocado. Será então da responsabilidade do indivíduo para colocar prioridades.
Por outro lado (pois existe sempre) existe provas que o bombardeamento de informação de todas as direcções é actualmente benéfico. O Professor Fred Mast, da University of Lausanne, acredita que "podemos até ficar sobrecarregados mas até isso acaba por depender na situação, sendo que não devemos subestimar a capacidade do nosso cérebro para se adaptar a novos desafios.”
Ele continua, “estudos já demonstraram que as pessoas têm a capacidade de aumentar as suas capacidades cognitivas que acaba por ajudar a melhora a sua capacidade de interpretar mais informação em simultâneo. O seu desempenho até se transfere para outras tarefas.”
Especialistas têm igualmente registado como diferentes tipos de tecnologia tem desenvolvido a própria etiquete da pessoa em questão. E-mail tem uma tendência de se apresentar como uma forma de comunicação mais formal. Por exemplo, um e-mail pode esperar dois dias antes de necessitar uma resposta enquanto o mesmo não se pode dizer por mensagens de texto que necessita de uma resposta imediata.
Stefana Broadbent da Swisscom explica que o "e-mail é considerado o meio mais formal. No outro lado do espectro SMS é universalmente aceite como o mais pessoal.” A própria limitação de número de caracteres disponíveis para cada mensagem exige um maior conhecimento e cumplicidade com o destinatário”
Como [quase] tudo, a questão de demasiada utilização de tecnologia prende-se com a própria pessoa e a sua capacidade de manter um equilíbrio entre novas tecnologias e as suas responsabilidades no dia-a-dia – prioridades.
BBC 2 Março 2007