23 de janeiro de 2007
    Web Sites - design invertido?

Upsidedown Tipicamente o design começa com o home page, concentrando-se sobre o visual e feel. Os designers aguardam pelo conteúdo e assim sendo o site é construído respeitando fórmulas estandardizadas acabando por ofuscar o objectivo principal de vender o produto ou serviço. Prazos são ultrapassados ao tentar gerir o processo de design e em simultâneo recolher conteúdo. O resultado é a colocação do site on-line antes que o mesmo esteja pronto.

Não se deve confundir a colocação de um site on-line sem a devida preparação com o chamado Beta que para os que não compreendem bem o estado Beta, acabam por explicar que um site disfuncional presentemente on-line está “em Beta Mode”. No verdadeiro Beta Mode, os que visitam a pagina, não a abandonam.

O caminho a seguir, sugerido por Todd Follansbee, e o qual nós praticamos, pode-se considerar dividido nos seguintes pontos:

  1. Entrevistas extensas: Começa com o processo de design com uma extensiva entrevista ao cliente para compreender o negócio, os seus objectivos e os grupos de clientes em potência. Evitar a todo o custo começar com a home page – deverá concentrar-se na identificação do objectivo final.
  2. Brainstorm: Faça uma lista de tudo o que um cliente poderá querer saber para facilitar o acto da compra. No fim, poderá não fazer parte do site, mas no caso da venda de casas, por exemplo, inclua tudo desde escolas à própria paisagem.
  3. Grupos de informação: Organize esta informação por grupos locais – serviços públicos, localidade, design da casa etc. Estes “grupos de informação” tornar-se-ão em páginas da web.
  4. Escala de Vendas: Analise o processo de venda e visualize como os clientes avançam para o Objectivo. Pergunte: Em que ponto é que cada “grupo de informação” surge? Utilize a metáfora de escala para perceber o processo de ascensão. A confirmação é essencial de peritos e clientes habituais contribuindo para uma melhor compreensão do processo em si. Resta só organizar as páginas consoante os “grupos de informação”.
  5. Storyboard: Sendo que ainda não existe texto, somente o genérico de informação a colocar, inicie a composição através de um storyboard contando a historia que a marca pretende partilhar, utilizando nada mais que 10-15 minutos por pagina incluindo áreas especificas para imagens. Nesta fase, é importante certificar-se que cada página obedece ao objectivo central.
  6. Revisão / testar: Será esta, a altura de rever o seu conhecimento do potencial consumidor típico. É possível assumir qual o meio preferido de comunicação, estilo, interesse, motivação ou foco? Qual será o mais importante? Deverá testar as suas teorias com potenciais ou actuais clientes. Se normalmente cria múltiplos trajectos de venda baseados em grupos de indivíduos, por agora escolha somente um, utilizando a informação recolhida. (Múltiplos trajectos fazem parte de uma Arquitectura de Ponto de Convergência demasiada complexa para ser incorporada nesta fase).
  7. Navegação: Com o trajecto arquitectado de inicio ao fim; poder-se-á desta forma concluir a arquitectura de navegação igualmente do início até ao fim ou navigation (site) map com elementos standards que os utilizadores esperam encontrar tais como “Sobre Nós”, “FAQs”, “Localização”, “Contacto”, etc…
  8. Contratar designers: Designers só são incluídos no processo quando o conteúdo já foi determinado baseado na arquitectura do site e manifestamente identificados. Será esta a altura de analisar e discutir o feel da página e a forma de distribuir informação, explicando como os gráficos irão ser utilizados para reforçar as mensagens chave.
  9. Construção do site: Designers estão ao seu melhor quando detêm uma detalhada estratégia com instruções sobre a colocação de conteúdo e utilização do mesmo, sendo que a fase de Beta-Testing é fundamental para testar a navegação, facilidade na sua utilização, potenciais barreiras à venda, problemas funcionais que podem incluir compatibilidade de browsers diferentes ou até sistemas de operação Windows vs. Apple e finalmente, problemas com o conteúdo ou perguntas que ficam por ser respondidas.
  10. Lançar, monitorizar e aperfeiçoar: Ao lançar o site, deverá estar atento às suas métricas, tendo assim uma forma de monitorizar o desempenho do site e os sues elementos. Será esta a oportunidade de criar objectivos de conversão e explorar novos elementos e novas abordagens e/ou forma de apresentar.

Desta forma, conseguiu criar um site sem nunca se desviar dos objectivos, tendo a certeza de que todos os elementos que contribuem para a venda estão aplicados e a gerar os resultados pretendidos através de uma comunicação eficiente. Finalmente o Home Page tornar-se-á numa espécie de agregador de conteúdo apresentado em formato de somatório, em linha com os objectivos iniciais.

Posted by Nuno Machado Lopes in Web Sites
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