Um estudo ao mercado revela qual o impacto e velocidade de Word Of Mouth negativo motivado pela insatisfação de clientes ressentidos.
Praticamente metade de clientes declaram que evitam uma loja específica baseado na experiência negativa relatada por outro cliente.
Empresas que reagem a Clientes e não se colocam no meio da conversa acabam por não beneficiar das oportunidades derivadas de clientes que abraçam o produto e/ou serviço. A continuar a enviar mensagens corporativas aumenta o distanciamento entre marca e consumidor, é maior a frustração e mais rápida a migração para o próximo.
31% de clientes contam a um ou mais amigos sobre uma experiência negativa com um produto ou serviço. Mas em média, os clientes relatam a sua experiência negativa de um caso especifico a quatro pessoas.
As marcas, a empresa, o marketeer, já não controlam a conversa sendo que o que resta fazer é juntarem-se trazendo à mesa um valor acrescentado através de melhor informação, produtos e/ou serviços de maior qualidade com mensagens claras em como a marca pode ajudar ao consumidor. Evitar campanhas com Ursos a beber Coca-Cola… quem teve essa ideia? Sergio…
Motivando comunidades a abraçarem a marca, dando-lhes ouvidos e indo ao seu encontro, pode assim ajudar mitigar WOM negativo com um serviço genuíno e comunicação transparente, relevante e honesta.
Evitando a falta de cortesia e desconhecimento profundo do produto e/ou serviço acabam por ser uma solução rápida e eficiente – para começar.
Word of Mouth negativo influencia a futura clientela até 5 vezes mais que a pessoa que teve a experiência negativa em primeira-mão resultando do “Telephone Game Effect”, ou seja, a descrição do problema original é embelezada de forma contínua ao passar de pessoa a pessoa.
As empresas necessitam de investir na formação do seu pessoal, melhorar a comunicação e a educação especialmente nos que se apresentam na linha da frente com contacto directo ao cliente nunca esquecendo os call centres que presentemente oferecem um serviço lastimoso. Quem representa a marca, tem que sentir que a empresa lhe concedeu plenos poderes para poder prestar um serviço excepcional ao cliente.
O estudo foi realizado pelo Verde Group e a Wharton School na Universidade de Pennsylvania. Os Autores inquiriram 1,200 pessoas durante quatro semanas antes do Natal, um período que por si proporciona-se como o mais lucrativo do ano.
Paula Courtney, directora do Verde Group, explicou que:
"Este estudo é algo inédito pois revela que para cada 100 clientes Americanos, 64 pessoas irão ser informadas do serviço inferior da loja x e nada que a loja faça para remediar esta posição irá alterar o trajecto que impede essas mesmas pessoas de ir mais a loja em questão, independentemente de saldos, promoções, publicidade ou seja marketing."
Independentemente do estudo se aplicar aos Estados Unidos, não podemos negar a relevância do mesmo na Europa e até mesmo em Portugal. A conclusão é simples, ouvir falar é pior que ter uma experiência. Finalmente existe um estudo que credibiliza o que já ouvimos e lemos há anos, a má publicidade tem uma enorme capacidade viral.